opinião da abrawf

A ABRAWF concorda com os 28% de transmissão luminosa nos vidros laterais traseiros e vidro traseiro e neste ponto parabeniza o CONTRAN no avanço proporcionado sobre o tema na Resolução 254/2007, igualando se assim, aos países de primeiro mundo. Contudo, no que diz respeito aos vidros laterais dianteiros não podemos concordar com o índice estabelecido em 70% de transmissão luminosa, visto que o mesmo não está de acordo com os testes que foram realizados in loco, testes estes que já foram juntados ao processo no DENATRAN quando já solicitado a redução dos índices em 2003. Os testes foram realizados pelo Instituto Falcão Bauer com apoio para as pesquisas do Instituto Panamericano de Carreteras do Brasil – IPC e teve a participação da sociedade, representados por agentes fiscalizadores, pedestres, motoristas, passageiros, onde todos presenciaram vários índices de transmissão luminosa de 2% até 90% e chegaram a conclusão que 28% não interfere na dirigibilidade do veículo, desde que não aplicado no pára-brisa. Por esse motivo a ABRAWF ainda continuará pleiteando por reduções até o limite de 28% para os vidros laterais dianteiros. Importante frisar que este é o único teste feito in loco no mundo, baseado em testes internacionalmente reconhecidos que foram realizados através de simuladores, inclusive já tendo servido de amparo para outras associações.

Quanto à fiscalização, a ABRAWF nesse momento desconhece que exista qualquer medidor de transmitância ou medidor de transmissão luminosa (nomes corretos) que atendam ao estabelecido na Resolução 253/2007. Para que se atenda esta Resolução faz-se necessário que o medidor atenda primeiramente a norma do Inmetro - RTM portaria 64/2005 - onde obterá a aprovação deste órgão, e após terá que submeter a homologação pelo DENATRAN. Assim, qualquer multa aplicada por descumprimento da Resolução 254/2007 (películas) neste momento, enquanto os medidores não cumprirem essas disposições, entendemos pela sua ilegalidade e arbitrariedade.

Um ponto importante a ser observado é com relação as películas refletivas, as quais a ABRAWF também entende por ser ilegal por vários motivos, mas entre eles destacamos para reflexão: o que é refletivo? Qual aparelho poderá medir a refletividade?

A ABRAWF nos próximos dias fará comentário amplo sobre outros aspectos abordados nestas Resolução  253 e 254/2007 que também são importantes, tais como utilização do aparelho, nomenclaturas, vidro e película, chancelas, entre outros e disponibilizará no sua página eletrônica www.abrawf.com.br .